Telhados ou Tetos? O Atual Problema da Moradia


N. T.: Este artigo foi publicado pela FEE em formato de panfleto como parte de uma série chamada “Popular Essays on Current Problems” (artigos populares sobre problemas atuais) em setembro de 1946.

Telhados ou Tetos? O Atual Problema da Moradia

Em 12 de Março de 2013, por Milton Friedman e George Stigler; prefácio de Leonard Read

Prefácio:

Se as manobras parlamentares tivessem prevenido a renovação dos poderes da OPA (Office of Price Administration – Secretaria de Administração de Preços) em Julho de 1946 [1], os controles de preços do governo teriam terminado? Ou eles seriam reavivados pelos estados, ou pelas municipalidades, ou por um novo estatuto federal?

No caso dos controles de aluguéis, pelo menos, a resposta é clara. Durante o lapso dos controles federais em julho, estado e municipalidade, um após o outro, colocaram, ou planejaram colocar em prática suas próprias agências para a manutenção dos tetos dos preços de aluguéis.

Por quê?
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Contra o Urbanismo de Compadrio


Contra o Urbanismo de Compadrio

Em 18 de maio de 2016, por David

A maioria das críticas contra o livre mercado na produção do espaço urbano não é realmente direcionada contra o urbanismo laissez-faire, mas sim contra o urbanismo de compadrio. O urbanismo de compadrio é uma especialidade do capitalismo de compadrio. Randal Holcombe coloca nos seguintes termos:

A intervenção governamental na economia para beneficiar empresas privadas embasa os fundamentos do capitalismo de compadrio. Quando os negócios podem ser lucrativos com políticas do governo, esse potencial seduz os empresários a buscarem os benefícios por meio de favores, ao contrário da atividade produtiva. Quanto maior o envolvimento do governo, maior será a dependência da ajuda do governo para a lucratividade dos negócios, ao contrário da atividade produtiva, assim, as conexões políticas se tornam  da maior importância para o sucesso da empresa. O capitalismo de compadrio é um sistema econômico no qual a lucratividade dos negócios depende de conexões políticas. [1]  

O urbanismo de compadrio – entendido aqui como meio técnico e regulatório de produção do espaço urbano – é o sistema cujos sucesso e lucratividade nos assuntos fundiários, imobiliários e urbanísticos não dependem da atividade produtiva e competitiva, mas de conexões e conchavos políticos.

O urbanismo de compadrio é beneficiado por dois grupos distintos: por aqueles que esperam lucrar com o sistema e pelos desinformados que o criticam, mas acabam criando as condições para o seu desenvolvimento por desconhecimento do funcionamento do mercado. O mecanismo do urbanismo de compadrio é intrincado e, paradoxalmente, os problemas e vícios que surgem de sua operação se tornam as suas virtudes. É essa mecânica que passa despercebida e é responsável pelo seu crescimento.
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A Moradia na União Soviética


A Moradia na União Soviética

Em 15 de Outubro de 2013, por Master and Margarita

A propriedade privada da moradia foi abolida na União Soviética em 1918. Novas leis foram criadas para decidir quem poderia morar onde fosse planejado. A situação era particularmente complicada nas cidades para onde muitos proprietários se mudaram e houve grande imigração. O colapso imobiliário resultante dura efetivamente até os dias de hoje. As autoridades planejadoras do setor imobiliário determinavam quem deveria viver em cada local. Muitos prédios de apartamentos possuíam um comitê de Moradia administrado por um Gerente Residencial. Um exemplo muito semelhante de como isso funcionava pode ser visto na figura do Doutor Zhivago (1965), filme dirigido por David Lean e baseado no famoso romance de Boris Pasternak. Outro exemplo que apresenta de forma incrível o problema da moradia é o filme dirigido por Régis Wargnier Est- Ouest de 1999.

Se o apartamento parecesse muito grande para os inquilinos e se eles tivessem a sorte de poderem permanecer, eles eram forçados a dividir o espaço com quem o Comitê de Moradia autorizasse a se mudar. Algumas vezes grandes apartamentos eram simplesmente divididos. Por exemplo, um apartamento de três quartos pertencente a uma família se tornaria por decreto um apartamento de três quartos para três famílias. A cozinha, o hall e os banheiros deveriam ser compartilhados. Freqüentemente existia ressentimentos entre as várias famílias vivendo nos chamados коммунальная квартира (kommunalnaya kvartira), ou apartamentos comunais, especialmente se uma das famílias fosse a proprietária original ou se todas as famílias continuassem vivendo juntas por anos. Leia mais deste post

Eugenismo: A Engenharia Social Final do Progressismo


(N. do T.: progressistas costumam seguir as tendências do momento em busca da construção forçada de uma sociedade melhor segundo seus ditames. No início do século XX, o meio para alcançar seu objetivo era o eugenismo, até os resultados surgirem e mostrarem quão horrendas eram essas idéias. O problema, no entanto, é que as mesmas políticas eugenistas de outrora continuam sendo apoiadas por muitos intelectuais progressistas, mas com intenções e propaganda diferentes. Esse fato levanta a dúvida: seriam os progressistas atuais apenas ignorantes econômicos com boas intenções gerando resultados desastrados, ou eles conhecem os resultados de suas propostas, como os progressistas da primeira geração, mas mudaram seus métodos de propaganda visando às conseqüências intrínsecas de suas medidas?)

Eugenismo: A Engenharia Social Final do Progressismo

Em 18 de Junho de 2013, por Art Carden e Steven Horwitz

De acordo com a história recebida da Era Progressista, um governo iluminado surgiria e regularia os mercados para os bens, o trabalho e o capital e desse modo protegeria as massas desafortunadas das vicissitudes do capitalismo laissez-faire. Os progressistas tinham completa fé que especialistas se levantariam acima dos interesses individuais e egoístas e implementariam planos magníficos para criar uma grande sociedade. As regulamentações estatais de salvaguarda do ambiente de trabalho, as restrições ao trabalho infantil e o salário mínimo restaurariam a dignidade e a segurança dos trabalhadores explorados e castigados. Leia mais deste post

Duas Formas de Favelas


Duas Formas de Favelas

Em 04 de Junho de 2013, por Gary North

Na década de 1980, fui convidado para proferir algumas palestras durante um cruzeiro pelo Caribe. Ganhei um tíquete para o “The Love Bloat”. Comida, comida e mais comida!Eu até mesmo sonhava com comida. Parte da viagem envolvia uma breve passada por Caracas, Venezuela. O navio atracou a cerca de uma hora ao norte da cidade e os ônibus de turismo nos levaram até a capital.

Nas franjas de Caracas, ao longo de uma encosta, havia uma favela diferente de todas que eu já tinha visto antes, ou mesmo que viria a ver depois. Assim que passávamos, podíamos ver à distância aquela massa uniforme, mas alguns binóculos nos permitiam enxergar com mais detalhes. Aquilo era uma massa misturada e empilhada de placas de metal corrugado formando barracos.

Mais tarde, li notícias sobre essas cidades das encostas de montanha. Elas não possuem esgoto. Elas estão lotadas de pessoas que de alguma forma se locomovem para a cidade grande distante e abaixo. Doenças sérias freqüentemente se espalham por essas comunidades. Não consigo nem mesmo imaginar como é viver sob tais condições.

Alguém no ônibus me disse em privado: “que coisa incrivelmente feia!”. Pensei sobre aquela afirmação durante o restante da viagem até a cidade. E ainda penso sobre aquilo de vez em quando. Sim, aquela aglomeração de placas era realmente feia. Esteticamente, era uma afronta aos nossos sentidos.

Até mesmo a feiúra pode ser uma causa para a nossa alegria. É a marca da liberdade. Quando essas favelas feias surgem, sem qualquer planejamento e sem qualquer investimento público envolvido, sabemos que homens livres estão fazendo o seu melhor para encontrar o melhor lugar para morarem, uma melhor maneira para viverem. Muitos deles, podemos ter certeza, estão fazendo planos para dali saírem. Leia mais deste post

A Psicologia Evolutiva e o Viés Antimercado


A Psicologia Evolutiva e o Viés Antimercado

Em 05 de Março de 2013, por Toban Wiebe. Publicado originalmente no Mises Daily, 5/9/2010

 O analfabetismo econômico existe em todos os lugares, mas por que isso deveria ser algum problema? A ignorância é até mesmo mais perversa na microeletrônica e na programação de computadores e mesmo assim a tecnologia eletrônica é cada vez mais excepcional.

Em muitos campos de estudo, as pessoas deixam a ciência aos especialistas e confiam na correção de suas conclusões. Nem tanto para a economia: ao contrario de deixarem a matéria aos economistas, as pessoas mantêm fortes posições que são muitas vezes obviamente falsas. A ignorância econômica, por si mesma, não é um problema. Como Murray Rothbard coloca,

…não é crime algum ser ignorante em economia, que é, antes de tudo, uma disciplina especializada e algo que muitas pessoas consideram como sendo uma “ciência triste”. Contudo, é totalmente irresponsável dirigir uma opinião raivosa e aguda sobre questões econômicas enquanto estiver nesse estado de ignorância.

 Se as pessoas confiassem na economia como ciência, sua ignorância econômica seria menos maléfica que a ignorância que temos com respeito à maioria dos outros assuntos. Leia mais deste post

Controle de Aluguéis do Pós-Guerra


Controle de Aluguéis do Pós-Guerra

Em 19 de Fevereiro de 2013, Por Robert L. Scheuttinger e Eamonn F. Butler

Este artigo foi extraído do livro Forty Centuries of Wage and Price Controls: How Not to Fight Inflation (1978), capítulo 12, “Postwar Rent Controls.”

O aluguel que o senhorio cobra pelas acomodações é meramente um tipo de preço para uma commodity, como todos os outros preços para todas as outras commodities. E como todos os preços e todas as commodities, o aluguel tem sido alvo de restrições governamentais. A experiência do pós-guerra com o controle de aluguéis tem sido particularmente reveladora com respeito à imposição de controles gerais nos preços.

Os governos possuem três principais razões para impor o controle de aluguéis. A primeira é o medo de que aqueles que podem pagar ficarão com todas as moradias e os pobres serão deixados ao relento. A segunda é que o senhorio se beneficia demasiadamente dos aluguéis que podem subir indefinidamente. E a terceira é que o aumento nos aluguéis é uma forma de inflação e, deste modo, não deveria ser permitido. Leia mais deste post

Cidades sem o Mercado do Solo: Localização e o Uso do Solo nas Cidades Socialistas


N. T. Urbanistas da corrente hegemônica costumam afirmar que os problemas da cidade, em bom número e dimensão, devem-se à propriedade da terra urbana e à especulação imobiliária. Ermínia Maricato, expoente dessa corrente, já deixou claro que “é preciso colocar as questões imobiliária e fundiária no centro da política urbana, para se ter uma cidade justa social e ambientalmente.” Sendo dessa forma, como foi a experiência mais duradoura de submissão das questões imobiliárias no centro da política urbana, sem a existência da propriedade da terra e a inibição da especulação com o solo?

CIDADES SEM O MERCADO DO SOLO: LOCALIZAÇÃO E O USO DO SOLO NAS CIDADES SOCIALISTAS

Em 01 de Janeiro de 2013, por Alain Bertaud e Bertrand Renaud

INTRODUÇÃO:

A rejeição da propriedade privada dos meios de produção e do capital tem sido a idéia central na ideologia marxista. A que extensão a cidade socialista difere da cidade de mercado? Como o uso do solo difere dos resultados de nosso modelo familiar de mercado para a localização de moradia e comércio baseado na competição de preços na tradição de Alonso, Wingo, Muth, Mills e agora estendido à cidade monocêntrica? Além disso, o que ocorre quando a propriedade pública e a alocação pública do solo são o caminho escolhido para resolver uma preocupação constante com a “captura” da renda pública gerada pela propriedade privada? Qual é o impacto sistêmico do comando administrativo como substituto do mercado? O propósito deste artigo é descrever os efeitos de longo prazo do sistema de administração burocrática que rejeita os mercados de terra para a alocação e o uso do solo nas cidades. Leia mais deste post

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