Uma Teoria Austríaca de Economia Ambiental


Uma Teoria Austríaca de Economia Ambiental

Em 02 de Setembro de 2013, por Roy Cordato

A Escola Austríaca de Economia não possui uma teoria concisa e formalizada sobre economia ambiental. Porém, na verdade, a maioria dos elementos de tal teoria já existe e, neste sentido, o que é necessário é agrupar os aspectos relevantes da Economia Austríaca de forma a desenhar e focar uma teoria que já está ali presente.

O propósito deste artigo é fazer exatamente isso. No desenvolvimento de uma Teoria Austríaca de Economia Ambiental, muito pouca nova base teórica deverá ser levantada. Contudo, ao trazer todos os conceitos austríacos de custos e das fundamentações praxeológicas da economia, podemos descobrir uma perspectiva única sobre a poluição e o papel dos direitos de propriedade para a solução dos problemas ambientais. Além do mais, ao colocar os problemas ambientais no contexto de uma formulação de planos pessoais e interpessoais, descobrimos que eles não são problemas ambientais per se, mas de simples resolução de conflitos humanos.

Por que uma Teoria Austríaca? Leia mais deste post

Anúncios

O Imposto Único: implicações morais e econômicas


O Imposto Único: implicações morais e econômicas

Em 11 de Junho de 2013, por Murray Rothbard – originalmente publicado em Economic Controversies.

imposto únicoSetenta anos atrás, Henry George apresentou seu programa de imposto único, chamado Progress and Poverty, um dos maiores best-sellers em livros de economia de todos os tempos. De acordo com E.R Pease, historiador socialista e por muito tempo secretário da Sociedade Fabiana, esse volume “além de todo questionamento, teve maior influência para o revigoramento do socialismo naquele período na Inglaterra que qualquer outro livro”.

Muitos economistas atuais ignoram a questão da terra (ou recursos naturais, inclusive o espaço) e Henry George não foi diferente. A terra é tratada simplesmente como capital, sem nenhuma consideração especial ou problema. Adicionalmente, existe uma questão da terra e ignorar este fato não o torna irrelevante. Os Georgistas levantaram, e continuam levantando, questões que precisam ser respondidas. Um exame ponto a ponto da teoria do imposto único ainda está em aberto.

De acordo com a teoria do imposto único, os indivíduos possuem um direito natural sobre eles próprios e sobre a propriedade que criaram. Além disso, eles possuem o direito de serem donos de seu próprio capital e bens de consumo que produzem. A terra, entretanto, é uma questão difrente, dizem eles. A terra é um bem de Deus, e sendo um bem de Deus, ela não pode ser com justiça pertencente aos indivíduos; toda a terra pertence à sociedade como um todo.

Os crentes no imposto único não negam que a terra é aprimorada pelo homem: florestas são limpas, o solo é fertilizado ou pavimentado, casas e fábricas são construídas. Mas eles separam o valor econômico desses melhoramentos de seu básico, ou do “valor do espaço” da terra original. Aquela poderia continuar sendo propriedade privada, mas a terra seria da “sociedade” – isto é, do representante da sociedade, o governo. Ao contrário de nacionalizar o direito à terra, eles imporiam uma taxa de 100% sobre a renda anual da terra – o retorno anual do espaço – que significa exatamente a mesma coisa que nacionalizar a terra. Leia mais deste post

%d blogueiros gostam disto: