O Apogeu e o Declínio das Cidades


O Apogeu e o Declínio das Cidades

Em 15 de Janeiro de 2013 , por Hans-Hermann Hoppe

Aproximadamente todos os assentamentos urbanos no mundo são atormentados por conflitos entre grupos, tanto é que cientistas políticos podem falar sobre votos e candidatos em termos de composições demográficas e o impacto dos votos em diferentes regiões. Não é apenas em Bagdá que pessoas lutam em marchas pelo poder. Em algum grau, toda eleição se torna um “voto religioso”, um “voto negro”, um “voto dos negócios”, um “voto das mulheres” etc. Isso é um triste comentário sobre a cidade moderna, fundada na Idade Média como um local de paz e comércio que se tornou a própria fundação da civilização.

Por que esses conflitos existem e por que a cidade – o centro cultural da civilização comercial caracterizada pela paz e prosperidade – os atraem? Os marxistas dizem que os conflitos urbanos que as cidades possuem têm raízes na guerra entre capital e trabalho; os racialistas dizem que as raízes estão na exploração de uma raça por outra; os feministas enxergam como uma exploração sobre o gênero. A religião, evidentemente, participa também, como no caso demonstrado pelo Iraque.

E mesmo assim nenhum desses casos trata das raízes causais dos conflitos urbanos. Para essa resposta, eu ofereço essa reflexão do meu livro Democracy: The God that Failed. É o estado, e nenhuma outra instituição ou força social, que transforma uma civilização urbana pacífica em uma “zona de guerra”.
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O Espantalho da Especulação Imobiliária – parte 1/2


O Espantalho da Especulação Imobiliária – parte 1/2

Em 28 de Maio de 2013, por David

 A especulação imobiliária é vilipendiada diariamente. Grande parte dos problemas urbanos é explicada como resultado da ação dos especuladores imobiliários. Se o preço dos imóveis sobe; se existem terrenos baldios em áreas com infraestrutura urbana satisfatória; se terrenos nas franjas urbanas são parcelados aumentando as distâncias e a infraestrutura necessária; se o perímetro urbano aumenta demasiadamente, a culpa é dos especuladores. Quando as crises aparecem e imóveis vazios acumulam-se nos centros das cidades desperdiçando espaço, a culpa, é claro!, é dos especuladores. A própria crise é culpa dos especuladores.

Poderíamos continuar essa lista com outros diversos problemas urbanos e a culpa seria, sem medo de errar, dos especuladores. Trabalhos científicos sobre o tema são abundantes e já provaram essa relação de causalidade, dizem muitos urbanistas. Com a causa identificada, basta desenvolver políticas para corrigir essas “falhas de mercado”, buscando inibir ao máximo a atividade dos especuladores e seu incansável intuito de auferir lucros com o espaço urbano.

Os especuladores são seres anônimos, abstratos, cujo poder predatório é engrandecido como forma de articulação política contra a liberdade de empreendimento nas cidades. O objetivo dos críticos da especulação parece ser substituir qualquer ação econômica voluntária pelo dirigismo e o especulador é o espantalho argumentativo que dá lenha para a fogueira, haja vista a imagem pejorativa criada. No entanto, a especulação imobiliária é muito diferente de seu espantalho e a maioria dos problemas urbanos vinculados a ela possuem uma outra causa. Nestes artigos buscaremos apresentar como funciona a especulação imobiliária e qual a sua função em uma sociedade livre. Leia mais deste post

Arranha-céus e os Ciclos Econômicos


Arranha-céus e os Ciclos Econômicos

Em 05 de Fevereiro de 2013, por Mark Thornton. Originalmente publicado no Mises Daily, em 23/08/2008

Introdução

O índice de arranha-céus, criado pelo economista Andrew Laurence, mostra uma correlação entre a construção dos maiores edifícios mundiais e os ciclos econômicos. Isso é apenas coincidência ou talvez os arranha-céus realmente causam os ciclos econômicos? Uma fundamentação teórica do “efeito Cantillon” para o índice de arranha-céus é disposta aqui para mostrar como os componentes básicos da construção de arranha-céus, como a tecnologia, estão relacionados a conceitos chave de teoria econômica como a estrutura de produção. O que foi encontrado, teoricamente e empiricamente, sugere que a teoria da Escola Austríaca de Economia dos Ciclos Econômicos – TACE – tem muito a contribuir  para o nosso entendimento dos ciclos econômicos, particularmente os mais severos.

O arranha-céu, aquela celebração única do capitalismo secular e seus valores, nos desafia em todos os níveis. Ele oferece oportunidades únicas para análises profundas em termos muito amplos da arte, do humanismo e da história do século XX. Quando a crítica se torna cativa aos centros de poder, ou a teorias prevalecentes, ou a modismos, ou ela não é desejável e nem capaz de provar um processo e seus resultados, alguma coisa importante está errada com uma das forças de estabilização ou de balanceamento de uma sociedade madura. (Huxtable, 1992, p.120)

Na especulação superaquecida da década de 1920, assim que o preço da terra subiu, torres subiram junto e ainda mais altas. Ou seria a ordem: tão logo arranha-céus subiam alto, os preços da terra subiam? As variáveis que contribuem para os ciclos imobiliários eram ainda mais complexos que essa questão do ovo e da galinha. (Willis, 1995, p.88)

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