Por que construir novas ruas e avenidas não reduz os congestionamentos


Por que construir novas ruas e avenidas não reduz os congestionamentos

Em 14 de Janeiro de 2014, por Andres Duany, Elizabeth Plater-Zyberk, and Jeff Speck – excerto do livro Suburban Nation: The Rise of Sprawl and the Decline of the American Dream

Há um problema muito mais profundo do que a forma como as estradas e avenidas são locadas e gerenciadas. Esse problema surge da questão de por que elas ainda são construídas em último caso. A simples verdade é que a construção de mais estradas, avenidas e o alargamento das existentes, quase sempre motivadas pela preocupação com os congestionamentos, não ajuda em nada para reduzir o problema. No longo prazo, na verdade, elas aumentam o problema. Essa revelação é tão contra-intuitiva que merece ser repetida: aumentar as faixas de rolamento torna o tráfego pior. Esse paradoxo surgiu já em 1942, levantado por Robert Moses, que notou o fato de as avenidas que construiu ao redor de Nova York em 1939 terem de alguma forma gerado ainda mais problemas de tráfego do que existia previamente. Desde então, o fenômeno tem sido bem documentado, mais notavelmente em 1989, quando a Associação dos Governadores do Sul da Califórnia concluiu as medições de tráfego, após a implantação de novas faixas ou mesmo com a sua duplicação, o que demonstrou que elas não foram nada mais que mero efeito cosmético para os problemas de trânsito de Los Angeles. O melhor que puderam fazer foi sugerir que as pessoas morassem mais perto do trabalho, contra o que a construção de novas avenidas sempre está lutando. Leia mais deste post

O Fracasso da Primeira Conferência Internacional de Planejamento Urbano


O Fracasso da Primeira Conferência Internacional de Planejamento Urbano

 Em 26 de Março de 2013, por DavidNova York e a lama

Entre os dias 13 e 22 de junho de 2012 foi realizada no Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, popularmente chamada de Rio + 20, em referência à Eco92. Reunidos durante 10 dias, cientistas, ongs e políticos buscaram alcançar uma agenda comum de desenvolvimento entre as nações para os próximos anos visando a redução do impacto ambiental produzido pelo homem. O assunto foi explorado à exaustão e muito bem utilizado por políticos e cientistas para fortalecer a sua causa: a intervenção na sociedade com medidas (im)positivas contra os danos produzidos pelo homem no planeta.

A Rio + 20 chama a atenção pela semelhança de eventos recorrentes e demonstra a falta de originalidade com relação aos cenários apocalípticos que surgirão caso a sociedade não siga seus ditames. Esse planejamento econômico para um desenvolvimento sustentável, discutido na Conferência, é muito semelhante à história do planejamento urbano e de suas conferências. Por isso, vale a pena conhecer a história do primeiro evento que reuniu planejadores e sua preocupação ambiental com relação às cidades. Leia mais deste post

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