A Maldição dos Novos Arranha-Céus


A Maldição dos Novos Arranha-céus

Uma entrevista com Mark Thornton.

[Mark Thornton tem sido reconhecido como uma autoridade sobre os sinais dos novos recordes na construção de arranha-céus iminentes às recessões econômicas. Mês passado, Dr. Thornton conversou com o Mises.org sobre o Índice de Arranha-céus e sua maldição]

MI: O índice de arranha-céus, que mostra uma correlação entre a construção dos edifícios mais altos do mundo e os busts econômicos, foi criado pelo economista Andrew Lawrence em 1999. Em 2007 você o utilizou juntamente com a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE) para identificar as recessões econômicas que seguiam. Como o índice é explicado pela TACE?

MT: Arranha-céus recordes são grandes exemplos de como as distorções nas taxas de juros (isto é, nas taxas reais abaixo das taxas “naturais”) alteram a estrutura de produção da economia de uma maneira insustentável, mas obviamente não são os grandes edifícios que causam uma crise econômica. O impacto mais geral na economia se dá na estrutura de produção que é reorientada para níveis mais longos e processos mais indiretos de produção (roundabout). Arranha-céus recordes frequentemente requerem uma grande variedade de processos tecnológicos e sistemas que necessitam ter seus próprios processos produtivos, de distribuição, de instalação e de manutenção. Isso é sintomático em um boom artificial para toda a economia.

Outro impacto geral na economia é o aumento na quantidade de investimentos e no consumo, juntamente com a redução da poupança. Isso significa que os balanços das companhias tornam-se relativamente mais alavancados e, assim, tornam-se mais suscetíveis a falências. Com arranha-céus e mercados relacionados há um grande aumento em capacidade: a quantidade de espaços para escritórios e serviços correlatos significa que os preços futuros esperados improvavelmente serão alcançados e, portanto, os lucros buscados não serão possíveis e as perdas irão aumentar. Assim que a fase de boom se transforma em bust, a capacidade existente para produzir novos e extremamente altos edifícios excederá em demasia a demanda para arranha-céus produzidos e as margens de lucros ficarão apertadas para as firmas construtoras e de materiais de construção sobreviventes ao bust. Leia mais deste post

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