A Economia das Grandes Cidades


A Economia das Grandes Cidades

Em 31 de Janeiro de 2014, por Robert Murphy

Grandes e densamente populosas áreas urbanas colocam os princípios econômicos em uma panela de pressão. Os extremos da vida urbana tornam as coisas mais claras do que aconteceria em cidades menores. Com a certa combinação de empreendedorismo e estado de direito, áreas metropolitanas são como usinas de poder econômico. Leia mais deste post

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Por que construir novas ruas e avenidas não reduz os congestionamentos


Por que construir novas ruas e avenidas não reduz os congestionamentos

Em 14 de Janeiro de 2014, por Andres Duany, Elizabeth Plater-Zyberk, and Jeff Speck – excerto do livro Suburban Nation: The Rise of Sprawl and the Decline of the American Dream

Há um problema muito mais profundo do que a forma como as estradas e avenidas são locadas e gerenciadas. Esse problema surge da questão de por que elas ainda são construídas em último caso. A simples verdade é que a construção de mais estradas, avenidas e o alargamento das existentes, quase sempre motivadas pela preocupação com os congestionamentos, não ajuda em nada para reduzir o problema. No longo prazo, na verdade, elas aumentam o problema. Essa revelação é tão contra-intuitiva que merece ser repetida: aumentar as faixas de rolamento torna o tráfego pior. Esse paradoxo surgiu já em 1942, levantado por Robert Moses, que notou o fato de as avenidas que construiu ao redor de Nova York em 1939 terem de alguma forma gerado ainda mais problemas de tráfego do que existia previamente. Desde então, o fenômeno tem sido bem documentado, mais notavelmente em 1989, quando a Associação dos Governadores do Sul da Califórnia concluiu as medições de tráfego, após a implantação de novas faixas ou mesmo com a sua duplicação, o que demonstrou que elas não foram nada mais que mero efeito cosmético para os problemas de trânsito de Los Angeles. O melhor que puderam fazer foi sugerir que as pessoas morassem mais perto do trabalho, contra o que a construção de novas avenidas sempre está lutando. Leia mais deste post

O Arquiteto Totalitário: A dolorosa influência de Le Corbusier


O Arquiteto Totalitário: A dolorosa influência de Le Corbusier

Em 08 de Janeiro de 2014, por Theodore Dalrymple

Le corbusier foi para arquitetura o que Pol Pot foi para a reforma social. De certa forma, ele teve menos desculpas por suas atividades que Pol Pot, pois diferentemente do cambojano, ele possuía um grande talento, até mesmo genial. Infelizmente, ele transformou seus dons para fins destrutivos e não é coincidência que ele serviu prazerosamente tanto para Stalin quanto para o Vichy. Como Pol Pot, ele gostaria de começar tudo do zero: “antes de mim, nada; depois de mim, tudo!”. Por sua própria presença, as torres de concreto aparente que o obcecavam cancelaram séculos de arquitetura. Dificilmente alguma cidade ou vila na Grã-bretanha (para escolher apenas uma nação) não viu sua composição ser esculhambada por arquitetos e planejadores inspirados por suas idéias.

Escrever sobre Le Corbusier freqüentemente começa com algo sobre sua importância, algo como: “ele foi o arquiteto mais importante do século XX”. Admiradores podem concordar com esse julgamento, mas sua importância é, claro, moralmente e esteticamente ambígua. Afinal de contas, Lênin foi um dos mais influentes políticos do século XX, mas a sua influência para a história, não os seus méritos, que o tornaram assim: como Le Corbusier. Assim como Lênin ainda é reverenciado após toda a sua monstruosidade e isso é óbvio para todos, da mesma forma Le Corbusier continua a ser reverenciado. Na verdade, existem forças que retomam a adulação. Nicholas Fox Weber acaba de publicar uma biografia laudatória e exaustiva e a Phaidon publicou um livro enorme e muito caro devotado ao trabalho de Le Corbu. Ainda foi apresentada uma exibição hagiográfica sobre o arquiteto em Londres e Rotterdam. Em Londres, a exibição aconteceu em um complexo de edifícios hediondos, construídos na década de 1960, chamados Barbican, cujo brutalismo no concreto parece desenhado para humilhar, rebaixar e confundir qualquer ser humano infeliz o suficiente para tentar encontrar um caminho dentro dele. Barbican não foi desenhado por Le Corbusier, mas com certeza foi inspirado por seu estilo particular de arquitetura desalmada.

Durante a exibição, conversei com duas madames que aparentemente gastam suas tardes em exibições. “Maravilhoso, não acha?” uma delas disse a mim, a quem respondi: “Monstruoso!” ambas arregalaram os olhos como se eu acabasse de negar Allah em plena Mecca. Se a maioria dos arquitetos reverencia Le Corbusier, quem somos nós, meros leigos, meros humanos esmagados por seus edifícios, que não sabemos nada dos problemas da construção civil, para criticá-lo? Aquecendo para meu tema, falei dos horrores do material favorito de Le Corbusier, concreto armado, que não envelhece graciosamente, mas com trincas, manchas e danos. Um único edifício dele, ou algum inspirado por ele, poderia arruinar a harmonia de toda uma cidade, insisti. Um edifício corbusiano é incompatível com qualquer coisa, exceto ele próprio. Leia mais deste post

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