O Espantalho da Especulação Imobiliária – parte 1/2


O Espantalho da Especulação Imobiliária – parte 1/2

Em 28 de Maio de 2013, por David

 A especulação imobiliária é vilipendiada diariamente. Grande parte dos problemas urbanos é explicada como resultado da ação dos especuladores imobiliários. Se o preço dos imóveis sobe; se existem terrenos baldios em áreas com infraestrutura urbana satisfatória; se terrenos nas franjas urbanas são parcelados aumentando as distâncias e a infraestrutura necessária; se o perímetro urbano aumenta demasiadamente, a culpa é dos especuladores. Quando as crises aparecem e imóveis vazios acumulam-se nos centros das cidades desperdiçando espaço, a culpa, é claro!, é dos especuladores. A própria crise é culpa dos especuladores.

Poderíamos continuar essa lista com outros diversos problemas urbanos e a culpa seria, sem medo de errar, dos especuladores. Trabalhos científicos sobre o tema são abundantes e já provaram essa relação de causalidade, dizem muitos urbanistas. Com a causa identificada, basta desenvolver políticas para corrigir essas “falhas de mercado”, buscando inibir ao máximo a atividade dos especuladores e seu incansável intuito de auferir lucros com o espaço urbano.

Os especuladores são seres anônimos, abstratos, cujo poder predatório é engrandecido como forma de articulação política contra a liberdade de empreendimento nas cidades. O objetivo dos críticos da especulação parece ser substituir qualquer ação econômica voluntária pelo dirigismo e o especulador é o espantalho argumentativo que dá lenha para a fogueira, haja vista a imagem pejorativa criada. No entanto, a especulação imobiliária é muito diferente de seu espantalho e a maioria dos problemas urbanos vinculados a ela possuem uma outra causa. Nestes artigos buscaremos apresentar como funciona a especulação imobiliária e qual a sua função em uma sociedade livre. Leia mais deste post

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Habitação e Planejamento Urbano – parte 2/2


Habitação e Planejamento Urbano – parte 2/2

Em 21 de Maio de 2013, por Friedrich Hayek.

5 – Um conjunto diferente de problemas cresce pelo fato de que em uma contigüidade fechada da vida urbana o mecanismo de preços reflete apenas imperfeitamente os benefícios ou prejuízos aos outros que um proprietário pode causar com as suas ações (efeito-vizinhança). Diferentemente da situação que geralmente acontece com a propriedade móvel, em que as vantagens e desvantagens aparecem de seus usos e são normalmente confinadas àqueles que as controlam, o uso de um pedaço de terra freqüentemente afeta a utilidade dos terrenos de seus vizinhos no entorno. Sob as condições de vida urbana, isso se aplica às ações privadas dos proprietários e ainda mais ao uso dado pelos administradores das áreas comuns: como as ruas e os equipamentos urbanos que são tão essenciais à vida urbana. De modo que o mercado pode trazer uma eficiência de coordenação aos trabalhos individuais, tanto indivíduos proprietários como autoridades controladoras das propriedades comuns deveriam estar suficientemente conscientes de que suas ações podem afetar as propriedades dos outros. Apenas quando o valor da propriedade de indivíduos, assim como o valor das propriedades comuns da cidade, refletirem todos os efeitos dos usos que são dados a eles, o mecanismo de preços funcionará como deveria. Sem esquemas especiais, essa condição existirá apenas em um grau limitado. O valor de qualquer terreno será afetado pela maneira com que os vizinhos utilizem seus próprios terrenos e ainda mais pelos serviços providos e as regulamentações impostas pelas autoridades municipais; e a menos que as várias decisões levem em consideração todos os seus efeitos, haverá pouca probabilidade de que seus benefícios superem seus custos de implantação. Leia mais deste post

As Origens Urbanas da Liberdade


As Origens Urbanas da Liberdade

Em 14 de Maio de 2013, por Sandy Ikeda

Em “O Caminho da Servidão”, F. A. Hayek descreve que os governos e os intelectuais tragicamente abandonaram o caminho para a liberdade pela busca por utopias coletivistas no século XX. O caminho se esticava tão longe como a polis democrática da Grécia antiga, mas ela nem sempre era reta ou sem rupturas. Primeiro, a liberdade estava totalmente perdida, para ser redescoberta apenas séculos mais tarde.

A idéia de liberdade emergiu da luta entre as forças do coletivismo e do individualismo. Ela é a idéia de que cada um de nós possui uma esfera de direitos e autonomia na qual podemos estar livres de agressão. Na política, isso se manifesta na idéia de democracia liberal; na economia, com a competição de mercado; e numa esfera social ainda maior, com avanços científicos, expressão artística e tolerância religiosa.

Em sua concisa obra prima, Medieval Cities: Their Origins and the Revival of Trade, o historiador belga Henri Pirenne explica como, após a queda do império romano ocidental, a idéia de liberdade gradualmente reemergiu e como isso está diretamente ligado ao nascimento da cidade moderna. Leia mais deste post

O Especulador


O Especulador

 Em 09 de Maio de 2013, por Walter Block. Excerto do livro Defendendo o Indefensável.

o especulador

“Morte aos especuladores!” é a palavra de ordem durante todas as épocas de carestias que existiram. Articulado por demagogos que pensam que o especulador causa a morte pela fome, ao fazer subirem os preços dos alimentos, esse grito é apoiado com fervor pelas massas de analfabetos em economia. Esse tipo de idéia ou, antes, de falta de idéia tem permitido a ditadores que imponham até pena de morte a comerciantes de alimentos que cobram preços altos em tempos de escassez.

E sem o menor protesto daqueles geralmente envolvidos com direitos e liberdades civis. Ainda que a verdade dos fatos seja que, longe de causar a morte por fome ou a carestia, é o especulador quem as evita. E, longe de salvaguardar a vida das pessoas, é o ditador quem tem de arcar com a responsabilidade maior, por ser o primeiro a causar a escassez. Assim, o ódio popular pelo especulador é uma perversão da justiça tão grande quanto se possa imaginar. Podemos observar melhor isso ao considerar que o especulador é uma pessoa que compra e vende mercadorias com a intenção de lucro. Ele é aquele que, segundo a velha frase, tenta “comprar na baixa e vender na alta”. Leia mais deste post

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